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Dia Nacional de Prevenção da Obesidade - 11/10

 

A OBESIDADE é uma doença caracterizada pelo acúmulo de tecido adiposo (gordura) no corpo, devido a desbalanços entre consumo alimentar e gasto de energia. Na grande maioria, as pessoas obesas encontram-se com um peso acima da média da população. Apesar da relação entre peso e altura (IMC – índice de massa corporal – peso/altura^2) ser um bom instrumento para triar pessoas obesas e não obesas, ele não é o melhor instrumento para diagnosticar a obesidade. Existem pessoas pesadas e magras (atletas, por exemplo, que possuem uma musculatura forte), assim como existem pessoas leves e gordas (também conhecidos como falsos magros – excesso de gordura e pouca massa muscular). Utilizamos o IMC devido a sua simplicidade, basta uma balança e uma fita métrica. Indivíduos com IMC acima de 25 e inferior a 30 estariam em sobrepeso, indivíduos acima de 30 – obesos, e abaixo de 18,5 seriam desnutridos.

Pacientes com IMC alterado, necessitam de uma avaliação por um profissional qualificado (nutrólogo/nutricionista), que através do exame físico (antropometria) e/ou exames complementares (bioimpedanciometria/densitometria entre outros) farão um diagnóstico preciso do estado nutricional e da gravidade da obesidade.

Mais do que nunca, a obesidade é um problema grave de saúde pública. A relação entre a obesidade e as doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, câncer – e todas as complicações cardiovasculares como infartos, derrames, doenças renais, esteatose e cirrose, gota, entre outros) está bem estabelecida. Segundo a OMS, estas doenças crônicas, resultado da obesidade e má alimentação. Dos 38 milhões de óbitos em 2012, 42% foram destas doenças, antes dos 70 anos de idade. Tratam-se de mortes precoces e evitáveis.

E quais as causas da obesidade? Existem fatores hereditários e comportamentais. Apesar da herança genética ter uma participação no desenvolvimento da obesidade, os problemas comportamentais são mais importantes! Uma coisa é ter uma arma, a outra é puxar o gatilho.

E quais são os gatilhos? A má alimentação, associada ao sedentarismo e ao estresse. O aumento do consumo de açúcar, farinha refinadas, gorduras hidrogenadas e falta de fibras alimentares – muito comum nos alimentos industrializados, tem uma grande parcela de culpa. O estresse por outro lado contribui para o desbalanço alimentar: a falta de tempo nos empurra ao consumo dos industrializados, e a ansiedade contribui para um padrão alimentar desregulado.

Para agravar ainda mais a situação, o sedentarismo tem sua parcela de culpa. Cada vez mais nos exercitamos menos. As facilidades da vida moderna (carro, elevador, escada rolante, controle remoto, home banking, pet shop, lava-jato...) tiraram o gasto de energia com atividades corriqueiras. A obesidade cresceu junto com o número de academias no Brasil, um verdadeiro paradoxo.

E como evitar? Uma alimentação saudável, com restrição no consumo de produtos industrializados, variada, fracionada e com quantidades adequadas de frutas, verduras e legumes. Prática de atividade física regular, e também das atividades diárias. Estacionar o carro algumas quadras de distância, usar escada em vez de elevador são tão benéficos quanto a musculação, corrida ou natação. Importante também a preocupação com a higiene mental. Boa alimentação e atividade física não combinam com estresse e ansiedade. Tenha um hobbie, um passatempo para distrair. Muitas pessoas ansiosas comem mais do que precisam, não para matar a fome, mas para controlar a ansiedade.

Lembre-se, a orientação de um profissional de saúde é fundamental. Antes de fazer uma dieta, procure um médico nutrólogo/nutricionista. Faça atividade física com orientação de um profissional qualificado.

Obesidade não é um problema ESTÉTICO. É uma doença grave que mata milhões todos os anos. Apesar de grave, medidas simples são suficientes para evitá-la.

 

Dr Allan Ricardo Coutinho Ferreira

Médico Nutrólogo

CRM 11638/DF