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Mais de 70% dos jovens entre 13 e 15 anos já experimentaram bebidas alcoólicas. Esses dados foram apresentados pelo Ministério da Saúde, após pesquisa realizada com 71 mil adolescentes das capitais brasileiras, e mostram que o álcool tem entrado na vida dos brasileiros cada vez mais cedo. Ainda segundo a pesquisa, 22% dos adolescentes já se embriagaram.
Apesar de ser um fator de risco para todas as idades, nos jovens os danos causados pelo álcool podem ser ainda maiores. As estatísticas mostram que quem começa a beber antes dos 15 anos tem quase cinco vezes mais chances de se tornar dependente do que aqueles que ingerem álcool depois dos 21 anos. Isso ocorre porque o hábito precoce gera a tolerância, a resistência e a dependência.
Os danos imediatos causados pelo consumo de álcool na adolescência são sociais e comportamentais. Entre eles, estão o comportamento agressivo, queda do rendimento escolar, irritabilidade, habilidades sociais e relacionamentos interpessoais empobrecidos. Mas a longo prazo, os prejuízos são ainda maiores.
O Instituto do Câncer (Inca) destaca que muitas doenças são causadas pelo uso contínuo do álcool: doenças neurais, mentais, musculares, hepáticas, gástricas e pancreáticas. A relação com o câncer também tem sido avaliada no Brasil, estabelecendo uma associação entre o consumo de álcool e cânceres da cavidade bucal e de esôfago.
De acordo com o Instituto, a ingestão de bebidas alcoólicas é tão aceito socialmente que muitas pessoas não imaginam que elas sejam drogas potentes. Por isso, para combater o consumo exagerado é necessário investir em educação. Também é importante a conscientização dos pais que bebem próximo aos seus filhos, já que a batalha contra o alcoolismo começa em casa.
Fonte: Assessoria de Comunicação e Marketing / Assefaz